Como Acelerar Seu Metabolismo Sem Comer Menos, Fazer Mais Exercício e Contar Calorias

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Imagine que você ganhou um convite para almoçar no domingo na melhor churrascaria da sua cidade. E nele estava escrito: “venha com bastante fome para aproveitar essa oportunidade!”

Nesse caso o que você faria? Provavelmente alguns dias antes você comeria menos ou até pularia uma refeição ou outra para aumentar seu apetite e chegar com mais fome no domingo, certo?

E também faria alguma atividade física para aumentar a demanda energética e por conseguinte o apetite, certo? No entanto, comer menos e se exercitar mais não é a recomendação que recebemos quando queremos emagrecer? Então como essa pode ser a solução para aumentar nosso apetite E também para emagrecermos? Por isso é preciso ter uma força de vontade heróica para vencer a fome que resulta disso!

É exatamente por isso que esse negócio de comer menos, contar calorias e se exercitar mais é furada quando o assunto é emagrecer de verdade. E, o pior, desacelera seu metabolismo. Se você quer saber porque isso acontece, continue lendo este artigo.

Nele você vai descobrir mais sobre:
  • O Erro por Trás das Dietas de Restrição Calóricas
  • Esqueça Isso de Comer Menos e Saiba Como Acelerar Seu Metabolismo
  • O Ponto Mais Importante Quando se Fala em Calorias
  • Entendendo o que é Caloria e Como o Corpo Gera Energia
  • Porque a Origem da Caloria é Mais Importante

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Vamos começar pelo seguinte raciocínio: você não acha que tem alguma coisa errada nessa “regra universal” para emagrecer, comer menos e se exercitar mais? Seria a perda de peso pura e simplesmente uma questão de calorias ingeridas e calorias gastas? Se ingerir mais do que gasta engorda, se ingerir menos, emagrece? Essa é a base da maioria das orientações de emagrecimento que vemos por aí. Você já viu alguém antes de comer alguma coisa olhar o rótulo para verificar as calorias e decidir se come ou não? Ou ainda contar pontos?

Pense bem: essas pessoas são aquelas que emagrecem, voltam ao peso ideal e permanecem nele ou são aquelas que estão em constante duelo com a balança? Daqui a pouco eu vou explicar o porquê disso não funcionar se queremos emagrecer de verdade, com resultado de longo prazo.

O Erro por Trás das Dietas de Restrição Calórica

De volta a esse negócio de contar calorias, isso tem um nome: chama-se dieta de restrição calórica. E ela funciona de forma sustentável? Desde 1917 sabemos que não. Espere aí, Rodrigo, há quase 100 anos nós sabemos que isso não funciona e continuamos insistindo? Isso mesmo, e aqui está o trabalho que mostrou bem essa questão: A Biometric Study of Basal Metabolism in Man(1), realizado em 1917 no Carnegie Institution of Washington’s Nutrition Laboratory.

Nessa pesquisa foram selecionados 12 jovens do sexo masculino e colocados em uma dieta restrição calórica de 1400kcal/dia por três meses. Todos perderam peso, o que é fácil de explicar: se eles gastavam por exemplo 3000kcal/dia, ao reduzir a ingestão calórica pela metade, o corpo precisou no primeiro momento usar as reservas de gordura para complementar essa diferença (1600kcal), daí a perda de peso. No entanto isso teve um alto preço: uma vez que só entravam 1400kcal se o corpo continuasse a gastar 3000kcal chegaria uma hora que esgotaria as reservas de gordura e proteína (músculos), levando a pessoa à morte.

Para evitar isso a solução seria reduzir o metabolismo para 1400kcal/dia para equilibrar com a ingestão calórica que diminuiu. E foi exatamente isso que os pesquisadores Jamis Harris e Francis Benedict, autores desse estudo, observaram: o metabolismo desses jovens desacelerou em 30%. Eles relataram dificuldade em se manter aquecidos, mesmo colocando muitas roupas, a frequência cardíaca e pressão arterial caíram e eles ainda apresentaram incapacidade de se concentrar e fraqueza acentuada durante a atividade física. Tudo consequência da redução do metabolismo. E não adianta chá milagroso para acelerar.

Esqueça Isso de Comer Menos e Saiba Como Acelerar Seu Metabolismo


Um outro estudo(2), agora do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, conduzido pelo Dr. Kevin D. Hall, procurou entender essa questão da perda de peso e redução do metabolismo monitorando 14 participantes do programa The Biggest Loser, da TV americana NBC. A pesquisa aconteceu durante seis anos após o término da passagem deles pelo programa. (OBS: Aqui no Brasil esse programa foi exibido no SBT com o nome de “O Grande Perdedor”, que consiste em pegar pessoas acima do peso e quem conseguir durante o programa, por meio de atividades físicas e dieta, perder mais peso, é o vitorioso.)

Vamos aos resultados: o vencedor Danny Cahill foi de 195 para 86 quilos; desde que terminou o programa ele ganhou 45 quilos. Dina Mercado chegou ao programa com 112 quilos e saiu com 78; ela agora está com 92 quilos. Sean Algaier reduziu seu peso de 201 para 131 quilos; hoje Sean pesa 204 quilos.

Os cientistas analisaram o metabolismo em repouso dos participantes, conhecido como taxa metabólica basal (TMB) – o número de calorias que seu corpo queima todos os dias mantendo-se completamente sedentário, sem nenhum tipo de atividade física. No começo do programa, embora os participantes estivessem acima do peso, todos tinham taxas médias condizentes com o seu tamanho. No final, após a manutenção de dietas de restrição calórica e exercícios, seus metabolismos estavam praticamente rastejando e não se adaptaram ao seu novo peso.

Então o que aconteceu aqui: eles fizeram dieta, emagreceram e depois, ao voltar a se alimentar normalmente, sem restrição, engordaram tudo de novo e mais rápido. E posso apostar com você: como o metabolismo deles reduziu por conta da dieta, agora está mais difícil para perderem peso novamente. Algo soa familiar? Espero que esteja ficando mais claro para você que comer menos, se exercitar mais e contar calorias não é a solução para chegar ao peso ideal.

O Ponto Mais Importante Quando se Fala em Calorias

A questão é bem simples: a origem da caloria é mais importante que a caloria em si. Vou escrever de novo: a origem da caloria é mais importante que a caloria em si. Veja a imagem abaixo. A macã e o brigadeiro tem o mesmo valor calórico. Então para emagrecer daria no mesmo, comer um ou outro???

Isso foi demonstrado de forma bem clara num estudo publicado em 2013 no American Journal of Clinical Nutrition (3). Havia dois grupos: para o primeiro deram alimentos de baixo índice glicêmico, que ao serem ingeridos liberam de forma lenta o açúcar no sangue. Já o segundo grupo recebeu alimentos de alto índice glicêmico, que liberam açúcar rapidamente na corrente sanguínea.

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Ambos os alimentos tinham a mesma quantidade de calorias. Os pesquisadores monitoraram então os níveis de açúcar no sangue e o apetite dos indivíduos de ambos os grupos. O resultado foi o seguinte: os participantes do segundo grupo tiveram uma queda acentuada do açúcar no sangue poucas horas depois do experimento e com isso ficaram com fome mais cedo que os do primeiro grupo. Mesmo sendo alimentos com a mesma quantidade de calorias, os efeitos no corpo foram totalmente diferentes.

De acordo com o Dr. David Ludwig, que liderou esse trabalho, “baseados em seus efeitos no metabolismo, as calorias não são iguais, quem consome carboidratos refinados, que possuem alto índice glicêmico, desenvolvem em pouco tempo uma fome incontrolável e já querem comer novamente, o que contribui para a epidemia de obesidade que vemos hoje em dia.”

Entendendo o que é Caloria e Como o Corpo Gera Energia


Mas, afinal de contas, o que é caloria? Para responder essa pergunta precisamos voltar ao século XIX e descobrir sua origem. A palavra caloria foi criada pelo químico americano Wilbur Olin Atwater, que incinerava alimentos e media a quantidade de calor liberada. Dessa forma podemos dizer que, tecnicamente, caloria não existe, é apenas uma unidade de medida.

E como Gary Taubes mostra muito bem no livro “Good Calories, Bad Calories”, seres humanos não queimam calorias. O processo de transformação no corpo dos nutrientes em energia é bem diferente que atear fogo em um alimento. E essa conclusão está no estudo que citei há pouco, no qual a diferença na velocidade de liberação de açúcar no sangue e suas consequências hormonais e metabólicas é muito mais relevante que a quantidade de calorias dos alimentos, que eram iguais na pesquisa.

Porque a Origem da Caloria é Mais Importante


Além disso, basta lembrar que as mitocôndrias são as responsáveis pela geração de energia no nosso corpo e elas fazem isso a partir da utilização do ATP (trifosfato de adenosina). De forma alguma há geração de energia a partir de calorias. Por isso, novamente, se você quer saber quais as verdadeiras causas do ganho de peso é preciso entender que a ORIGEM da caloria é mais importante que a caloria em si. Porque? Dependendo do que ingerimos, existe uma resposta hormonal e metabólica a cada alimento e é isso, aliado à frequência das nossas refeições, que determina se engordamos ou não. E o principal hormônio envolvido nessa questão chama-se insulina.

Se você precisa emagrecer aprenda a identificar como cada alimento que você consome mexe com a sua glicose e a sua insulina. Isso é fundamental para a perda de peso, e é exatamente o que está por trás das famosas dietas LowCarb. Mas é tema para o nosso próximo artigo.

Referencial Científico


1. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16576330

2. https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT02544009?term=NCT02544009&rank=1

3. http://ajcn.nutrition.org/content/early/2013/06/26/ajcn.113.064113.abstract
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Quem sou eu

Olá. Eu sou o Rodrigo e minha missão é ajudar você que ganhou peso depois do casamento e quer emagrecer de forma saudável e definitiva. Aqui no site compatilho tudo que fiz para conseguir emagrecer e voltar ao meu peso ideal e tenho certeza que você conseguirá também. Vamos juntos!

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